Cristianismo Nominal: Ele lá e eu aqui
Crônicas Cristãs

Cristianismo Nominal: Ele lá e eu aqui


Sempre me chamou atenção como Deus atrai admiradores. Não é surpresa: quem rejeitaria um ser poderoso, misericordioso e generoso? Desde Davi e Salomão, a memória das grandes bênçãos faz brilhar os olhos de qualquer um.
Mas, em algum ponto desse encanto, surge um incômodo silencioso — aquele que sussurra que comunhão não é troca, e que interesse não sustenta fé nenhuma.

Caminhamos há séculos atrás de crescimento, dinheiro, reconhecimento. Trabalhamos, negociamos, sonhamos. E tudo isso é legítimo.
Mas sempre me perguntei: se o ser humano queria apenas prosperar, por que Deus traçou um plano de salvação tão profundo?
A resposta chega como um vento que tanto conforta quanto confronta: fomos criados para viver em plena comunhão com Ele — corpo, mente e espírito. E o pecado, teimoso e sedutor como uma serpente antiga, nos arrancou desse propósito.

Fé sem propósito verdadeiro

Então fico observando nossas atitudes religiosas. Às vezes me pergunto se buscamos de fato Cristo… ou apenas uma vida mais confortável neste mundo.
É tão fácil transformar Jesus num objeto de uso imediato, acessado só quando precisamos. É quase automático. E, sem perceber, trocamos relacionamento por admiração distante. Viramos cristãos nominais, aqueles que “aceitam Jesus”, mas não caminham com Ele.

Lembro de um verso de música: “Não adianta ir à igreja rezar e fazer tudo errado.”
Fé não é presença física, é entrega.
Se nossa esperança não estiver no que vem depois desta vida, no que foi preparado antes que ela começasse, perderemos o fio da verdadeira fé.
E no fim, restará apenas isso:
admiração sem compromisso.
Jesus lá.
E nós aqui.


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