Nossa Negligência na Obra de Deus
Estudos Bíblicos

Nossa Negligência na Obra de Deus


Após nossa conversão, quando entregamos nossa vida a Jesus, tornamo-nos cooperadores do Evangelho (1 Coríntios 3:9), semeadores, participantes da Graça de Cristo que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz (1 Pedro 2:9).
Declaramos com alegria: “Minha vida é do Senhor”. Mas será que nossos atos realmente correspondem a essa confissão?

É natural querermos pregar e compartilhar Jesus. Porém, quando as respostas às orações demoram, nossa fé esfria. Surgem dúvidas: “Será que realmente sou convertido? Se Deus me ama, por que outros conseguem e eu não?”
Cada experiência é única, mas o perigo é real: a negligência e o egoísmo silenciosos vão se infiltrando no coração.

O Equilíbrio na Oração

Jesus nos ensinou:
"Peçam, e será dado a vocês; busquem e vocês encontrarão; batam, e a porta será aberta." (Mateus 7:7-8)
Ele nos encoraja à perseverança na oração.

Porém, Tiago adverte:
"Pedem, mas não recebem, porque pedem com maus motivos, para gastarem em seus prazeres." (Tiago 4:3)

Quantas vezes oramos por nossos próprios sonhos, mas não pelo avanço do Reino? Quantas vezes nossas súplicas escondem vaidade, competição ou conforto pessoal?

A Negligência na Contribuição

Quando surge uma necessidade concreta na obra de Deus — como a construção de um templo, a missão em outro país ou o sustento de obreiros —, espera-se que a igreja se mobilize.
Mas, infelizmente, muitos fecham o coração e a carteira.

Ainda ousam levantar críticas contra os pastores e líderes, esquecendo que “a cada um será pedido conta daquilo que lhe foi confiado” (Lucas 12:48). Embora existam líderes que se aproveitam da obra, o julgamento pertence ao Senhor (Romanos 12:19).

A verdade, porém, permanece:
“Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado.” (Tiago 4:17)

O irmão que se omite no sustento da obra incorre em culpa. Não se trata de falta de recursos, mas de falta de prioridade espiritual.
Há quem gaste com "tigrinho", apostas online, entretenimentos supérfluos, e diga que não pode contribuir para o Reino.

A Bíblia é clara:
"Cada um contribua conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria." (2 Coríntios 9:7)

Mas veja: aquele que nunca contribui além do mínimo obrigatório (dízimos e ofertas regulares) revela onde realmente está seu coração (Mateus 6:21).

O Exemplo da Igreja Primitiva

A igreja primitiva compreendia o valor da generosidade:
"Vendiam suas propriedades e bens, e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um." (Atos 2:45)

Eles entendiam que a responsabilidade era coletiva, e que o avanço da obra de Deus dependia da entrega sacrificial de todos.

Hoje, é triste ver que muitos cristãos se limitam a discursos piedosos, mas se negam a apoiar financeiramente projetos que impactam vidas para o Reino.

Um Chamado ao Arrependimento

Negligenciar a obra do Senhor não é uma questão menor — é pecado.

"Não ajunteis para vós tesouros na terra... mas ajuntai para vós tesouros no céu... pois onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração." (Mateus 6:19-21)

Que cada um examine a si mesmo. Que o Espírito Santo nos conduza ao arrependimento verdadeiro.
Que possamos dizer com sinceridade: “Tudo o que tenho e sou pertence ao Senhor.”
E que isso se manifeste não apenas em palavras, mas em atitudes concretas e generosas.

"A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, mais ainda se pedirá." (Lucas 12:48)

Graça e Paz.


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