Transferência de jatinho levanta suspeitas sobre possível uso de laranja por Valdemiro Santiago
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Transferência de jatinho levanta suspeitas sobre possível uso de laranja por Valdemiro Santiago


Avião avaliado em R$ 12 milhões foi passado para uma pastora próxima ao apóstolo, o que despertou desconfiança

Documentos oficiais revelam que um jatinho de R$ 12 milhões foi transferido, em junho de 2022, da empresa ligada ao apóstolo Valdemiro Santiago para uma firma controlada por uma pastora de sua confiança. O contraste entre o valor da aeronave e o capital social da compradora chamou atenção e levantou suspeitas sobre a operação.

O jato pertencia à Interteve Serviços LTDA, administrada por Valdemiro e responsável pela Rede Mundial de Comunicações — braço midiático da Igreja Mundial do Poder de Deus.

A nova proprietária é a empresa Eu Transpiro Adoração Produções Artísticas LTDA, com capital registrado de apenas R$ 50 mil. A empresa é dirigida pela pastora Fabiana Garcia Duarte, que atua ao lado do marido, um bispo da igreja, na sede do Brás, em São Paulo.

divulgação/internet

Apesar da mudança formal de dono, registros da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) indicam que o jatinho continua sendo utilizado pela Interteve, graças a uma “cessão gratuita” assinada por Fabiana, autorizando o uso contínuo do avião pela empresa original.

A transação ocorre num momento delicado para Valdemiro Santiago, que enfrenta processos judiciais e dívidas significativas. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) aponta que a Igreja Mundial do Poder de Deus tem uma dívida ativa próxima de R$ 480 milhões com a União. A instituição também responde por atrasos em aluguéis e tributos, o que já motivou decisões judiciais para penhora de bens, incluindo imóveis e equipamentos.

O jatinho foi adquirido por Valdemiro em 2019 por R$ 11,7 milhões, diretamente do cantor e empresário Amado Batista. A transferência para a empresa da pastora Fabiana ocorreu três anos depois, em meio às dificuldades financeiras enfrentadas pela igreja.

Nas redes sociais, Fabiana se apresenta como médica e ministra religiosa. Apesar da atuação destacada dentro da igreja e da proximidade com Valdemiro, não esclareceu os termos da negociação. Também não respondeu sobre a origem dos recursos ou os motivos que levaram à cessão da aeronave.

As informações são do colunista Guilherme Amado, da Revista ISTOÉ.


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